Bom senso é o que sempre se exige, qualquer que seja a circunstância.
A propósito do ordenamento (ou reordenamento) do estacionamento na cidade de Faro e da devolução dos passeios aos peões, tenho ouvido e lido comentários a opinar em todos os sentidos, o que é natural.
A minha opinião, nada mais do que isso, é de apoio à maioria das decisões que têm sido tomadas neste capítulo. E digo à maioria porque me parece que nalguns casos se verifica um certo exagero.
Em determinadas zonas é quase impossível encontrar-se um lugar para deixar o automóvel, são necessários mais lugares de estacionamento livre. Mas sei que é preciso garantir a passagem das pessoas nos passeios, particularmente e com grande importância, das pessoas que circulam em cadeiras de rodas ou com carrinhos de bebé.
Em determinadas zonas é quase impossível encontrar-se um lugar para deixar o automóvel, são necessários mais lugares de estacionamento livre. Mas sei que é preciso garantir a passagem das pessoas nos passeios, particularmente e com grande importância, das pessoas que circulam em cadeiras de rodas ou com carrinhos de bebé.
É da conjugação destes interesses que devem surgir as decisões e as medidas mais adequadas.
Já agora chamava a atenção também para a criação de lugares para cargas e descargas e para a necessária actuação das forças policiais no sentido de garantir que esses lugares não estejam constantemente ocupados por outros veículos, o que, infelizmente, é o mais comum.
Trânsito a circular sem ser preciso desviar-se de carros mal estacionados, pessoas com os passeios libertos de carros, lugares para cargas e descargas. Todas estas medidas, e eventualmente outras, são compreensíveis e, mais do que isso, muito necessárias.
Contudo, o bom senso deve imperar e não se deve actuar de olhos fechados, sem se ter em consideração a realidade de cada caso. Infelizmente, acho que na Avenida 5 de Outubro e, principalmente, nas muitas ruas adjacentes agora intervencionadas, a possibilidade de estacionar vai ser praticamente nula. São casos como este que me parece não terem sido objecto desse bom senso.
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